Leis de Dutra

1º – Teoria do Grilo
Alto e pára o baile!
Vi ali num blog ao lado umas certas teorias, em especial a da Compensação. O rapaz disse que depois explicava – cá ‘tou eu pa ver.
Mas cá vai a minha. Dá pelo nome de Teoria do Grilo e remonta a Dezembro de 2002. Reza assim:
“A natureza humana faz as pessoas procurarem o que lhes interessa deixando de parte o mundo que as rodeia, incluindo outras pessoas.”
Passo a explicar para miúdos. Muitas vezes só nos lembramos dos amigos quando precisamos de alguma coisa para nosso próprio proveito. Tal comportamento deixa de parte certos sentimentos e comportamentos perante terceiros, que são imensamente quebrados aquando da sua procura apenas para obtenção dos seus interesses. A analogia ao grilo deve-se ao facto de todos saberem que os grilos existem, conseguem ouvi-los, mas só falam deles quando lhes é do seu interesse, como por exemplo numa noite limpa (“está tão calmo que até se ouvem os grilos”) ou para averiguar da existência de perigo (“é estranho, nem se ouvemos grilos”). Ficam, portanto, de parte comportamentos sociais, morais e cognitivos.
Ainda ‘tou p’a saber que rasgo de memória me deu neste dia.

2º – Teoria das Matrículas
O que têm em comum estas matrículas de automóvel?: 37-AA-49 e 60-55-DI
Enquanto pensa vou explicar-lhe como surgiu esta ideia, quiçá teoria.
Certo dia ao percorrer a pé as ruas cá da cidade notei que todas, ou quase todas, as matriculas dos carros tinham algo em comum. Aplicando, acho eu, a lei das probabilidades é possível admitir que a grande maioria das matrículas são compostas por dígitos iguais ou em sequência.
Reparem nos exemplos que acima dei (pura coincidência com alguma que conheçam):
- peguem nos dígitos da primeira: 3749.
- ordenando: 3479
Os dígitos 3 e 4 estão em sequência.
- o mesmo para a segunda: 6055 ou ordenado 0556
Existem dois dígitos 5 e além disso fazem sequência com o 6.
Um exemplo do tipo 03-58-XX é um dos poucos casos que não fazem parte desta teoria pois nenhum dos dígitos é repetido nem estão em sequência.
Agora a parte engraçada: vão para a rua e apliquem o que “aprenderam” – vão reparar que existem mesmo muitos casos, na casa dos 90%, que encaixam.
Já agora, não o façam enquanto conduzem…
E assim nasceu a minha Teoria das Matrículas.

3º – Teoria dos Opostos Iguais
Nem sei como isto veio parar à cabeça. Apenas calhou no meio de uma conversa no MSN.
Reza assim a Teoria dos Opostos Iguais:
Se alguém quer uma coisa, e outro alguém quer outra, desde que haja semelhança do tipo de coisa, essas coisas podem ser opostas e iguais.
C’um diacho! Que fui eu dizer!
Se alguém numa mesa quer sal e outra quer açucar, teoricamente ambas querem o oposto, mas na prática ambas querem o mesmo. Uma quer sal, outra quer açucar, mas ambas querem um tempero.
Agora imaginem até onde isto pode ir. É de génio…

4º – Teoria dos Direitos Invertidos
Antes de explicar em que consiste, tenho a dizer que a escolha do nome foi uma luta.
A Teoria dos Direitos Invertidos, ou pelo desenho a cima, a teoria do pal-plus, contradiz as leis das probabilidades, que dariam neste caso um resultado de 50-50 ou 60-40, penso eu. Reza assim:
Há mais probabilidades de algo ser usado invertidamente, ora vindo parar às nossas mãos invertido, ora depois de se inverter quando originalmente estava correcto.
Aplicação. Auscultadores, daqueles soltos, típicos para se ouvir música na rua. É muito mais provável pegarem neles com o lado esquerdo na mão direita, ou se acertar é muito provável que troque de posição ficando assim invertido, pois pensa que estão trocados. Isto sem olhar, claro.

5º – Teoria do Autocarro
Esta é simples, e costuma acontecer-me muita vez:
Nunca passa o número que queremos, e quando passa é sempre primeiro do outro lado. Tal como os aniversários.
Também o metro tende a seguir essa teoria.

6º – Teoria da Prática
A 6ª teoria não é mais que uma simples contestação. Se calhar um pouco do que acontece por aí:
“Quem nega a prática por falta de experiência, ainda mais a nega.”
Para se fazer é preciso ter experiência, mas para ter experiência é preciso fazer primeiro. Afinal há uma primeira vez para tudo.

7º – Teoria dos Eventos
Esta será talvez a mais confusa:
De duas amostras com 40 hipóteses, sendo a primeira partida em 4 partes igual ficando nós com uma delas, o primeiro evento da segunda amostra tem probabilidade elevada de ser igual ao nosso último evento ou da mesma família da qual o somatório é menor.
Passo a explicar – Imaginem-se a jogar à sueca em que existe um segundo baralho utilizado para retirar o trunfo. Do primeiro recebemos 10 cartas. O trunfo retirado do segundo baralho é do mesmo naipe da última carta que nos foi dada, ou do naipe com menos cartas na nossa mão.
Resultou 10 vezes em 10 tentativas. Imaginem-me a “adivinhar” todas as vezes qual seria o trunfo a saír.

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