Faz algum tempo que não escrevo aqui. Por “aqui” entenda-se o Nataska Pedipaga (ou Tasca para os amigos) – isto para quem lê através das redes sociais para onde este post irá ser automaticamente enviado. A razão de tamanha ausencia é, pelas redes atrás mencionadas, justificada.
Talvez pela quantidade de potenciais leitores e de uma aproximação cada vez mais fácil e pessoal, o Facebook (e é como quem diz o Linkedin e Twitter), faz a vez de alguns blogs pela internet.
Mas a razão pela qual escrevo este artigo não é a de querer desistir da Tasca. Venho sim, e após algumas voltas à memória, relembrar o que foi 2010. Pelo menos da minha cadeira.
Marcado pelas viagens, foram 10 idas ao aeroporto, embora com maior duração das 11 de 2009. Ao todo foram mais de 2 meses fora de casa, espalhados por 13 cidades em 4 países.. Não posso, portanto, dizer que “fiquei em casa”.
A leitura foi fraca – muito fraca mesmo. Apenas as revistas das quais sou assinante fizeram-me companhia. O iPod, pela portabilidade e agragação de funções tem feito as vezes do livro. Não que estes tenham faltado – conto com 6 na fila por ler, um deles há mais de um ano.
Mantendo-me pela leitura, logo em Janeiro encontrei o amigo e colega Abel Coelho, que está em falta para com os seus leitores d”Os Elefantes Não Esquecem” (http://pedro.dutrasousa.name/blog/?p=47). O seu segundo livro parece encontrar alguma resistencia em ver as prateleiras das lojas da especialidade, muito por conta da crise que todo o mundo tem sentido. Fica aqui o convite à leitura a todos quantos ainda não o conheçam. Valeu a pena, valerá para muitos outros, e fez-me aguçar o apetite pela leitura.
Após um “namoro”, e sucessivas complicações com os bancos, de quase 9 meses lá consegui adquirir o imóvel pretendido. Poderia escrever e detalhar como é, onde fica, as condições, mas deixo isso para as visitas que espero vir a ter. Nada como verem por si. Um deles é o “padrinho” da escritura, para com quem estou em dívida de um jantar.
Em matéria de férias, espalhei pelo ano o que poderiam ter sido quase dois meses parado. Mesmo assim deu para voltar às férias de 2005 e re-visitar o Pacífico e a família mais distante.
Foi um ano de crise, e para muitos sério candidato ao esquecimento forçado. Ano de Lady Gaga, Eminem (com Rihanna), Julian Assange, António Feio (pelas piores notícias), Avatar, Zynga (deixar o Farmville e começar no Cityville) – e até se fala no regresso dos Abba.
Para os que acompanharam diariamente, e viram o volume descer acompanhado da redução de peso (objectivo cumprido – e comprido), falando da forma que muito se disse, e fazendo votos para um 2011 longe da crise – Se o próximo ano podia ser melhor que este? Poder, podia, mas se for igual não me vou queixar.
É caso para se dizer – para o ano há mais!